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De acordo com dados divulgados pela PV Magazine Brasil em 30 de setembro de 2025, o Brasil importou 10,6 GWp de módulos fotovoltaicos no primeiro semestre deste ano — praticamente o mesmo volume registrado em 2024, quando o total chegou a 10,7 GWp. A gera??o distribuída manteve seu protagonismo, respondendo por 78 % das importa??es (8,2 GWp), enquanto a gera??o centralizada ficou com os 22 % restantes.
Alta nas importa??es impulsionada por alíquotas reduzidas
O desempenho positivo dos primeiros meses de 2025 foi impulsionado por uma verdadeira “corrida” para aproveitar as alíquotas reduzidas do Imposto de Importa??o. Até junho, vigorava uma cota especial com taxa de 9 %, que posteriormente subiu para 25 %.
Com o fim antecipado desse benefício, o ritmo das importa??es caiu de forma significativa: o segundo trimestre apresentou uma retra??o de 38 % em rela??o ao primeiro, e os volumes mensais recuaram para níveis inferiores a 1 GWp — patamar que n?o era visto desde 2022.
Fabricantes que lideraram o mercado brasileiro
A Astronergy encerrou o primeiro semestre em segunda posi??o entre os principais fabricantes que exportaram módulos solares para o Brasil, poucos MW em rela??o ao primeiro colocado, marcando uma posi??o histórica para a fabricante chinesa na regi?o.
A lista também mostra que outras fabricantes tradicionais perderam espa?o no mercado, perdendo posi??es consideráveis no ranking. O resultado reflete a crescente competitividade entre fabricantes asiáticos e o avan?o de novas tecnologias em painéis fotovoltaicos de alta eficiência.
Custos logísticos e tributários pesam sobre o setor solar
O estudo também destaca o peso dos impostos e custos logísticos no valor final dos módulos solares importados. Quando somados o Imposto de Importa??o, o PIS/Cofins e o transporte interno, esses encargos podem representar até 44 % do valor total do produto.
Apesar da eleva??o da alíquota de 9 % para 25 %, esse impacto vem sendo parcialmente compensado pela redu??o dos pre?os internacionais dos módulos e pela queda do frete marítimo, que se estabilizou em patamares mais baixos após os picos de 2023.
Novas cotas favorecem gera??o centralizada
A partir de julho de 2025, o governo federal restabeleceu cotas com alíquota reduzida apenas para projetos de gera??o centralizada, limitando o benefício a empreendimentos com contratos de uso do sistema de transmiss?o assinados e prorroga??es amparadas pela MP 1212.
Com isso, o segmento de gera??o distribuída (GD) — historicamente mais dependente de importa??es — tende a sentir com mais intensidade o impacto do aumento dos custos tributários e das incertezas regulatórias.
Cenário exige planejamento estratégico e vis?o de longo prazo
Embora o volume importado no primeiro semestre de 2025 tenha se mantido expressivo, o mercado solar brasileiro já mostra sinais de desacelera??o desde abril.
A combina??o de mudan?as tributárias, ajustes regulatórios e oscila??es no mercado internacional refor?a a import?ncia do planejamento estratégico e do acompanhamento constante das políticas que impactam diretamente a competitividade e a rentabilidade do setor solar.
O Brasil segue como um dos maiores mercados solares do mundo, mas os próximos meses ser?o decisivos para equilibrar crescimento sustentável, custo competitivo e estabilidade regulatória — fatores essenciais para garantir a continuidade da expans?o da energia solar no país.
A vis?o da Astronergy sobre o mercado solar brasileiro
Para a Astronergy, o cenário atual refor?a a relev?ncia de uma atua??o sólida e de longo prazo no país. Com presen?a consolidada em toda a América Latina e foco em inova??o tecnológica, eficiência e sustentabilidade, a empresa segue comprometida em oferecer módulos de alta performance que permitam aos integradores, investidores e desenvolvedores otimizar resultados mesmo em contextos desafiadores.
A marca mantém sua confian?a no potencial do Brasil como um dos polos mais promissores da transi??o energética global, apoiando o crescimento sustentável do setor fotovoltaico e contribuindo para um futuro mais limpo, competitivo e conectado à energia do sol.